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28 de jan de 2013

Icó perde espaço e Iguatu e Jaguaribe se tornam polos de emprego na região

LI NO ICÓ É NOTÍCIA:

Dez anos. Neste não tão curto período, entre 2003 e 2010, muita coisa mudou na geração de empregos em Icó e regiões Centro Sul e Vale do Salgado.
Municípios e populações destas localidades observaram as mudanças confirmadas através dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados [Caged], do Ministério do Trabalho e Emprego [MTE], com os empregos gerados ao longo da década.
Os números apresentam um fato que aponta um novo desafio de Icó: potencializar o poder de criação de emprego e renda e não ficar para trás na criação de postos de trabalho e formalização do mercado. Enquanto Iguatu, que se tornava destaque em 2003, consolidou sua posição na região como polo, Jaguaribe ultrapassou o Icó desde 2010 para se tornar a 2ª cidade geradora de oportunidades na região. 
O Icó, que manteve praticamente estável a geração de emprego, perdeu o posto secundário na economia e agora amarga a terceira posição em criação de postos de trabalho na região. Conforme se pode verificar na tabela abaixo, com a presença das cidades que o Caged registra no mercado de trabalho, Várzea Alegre começa a "disputar" o terceiro posto com o Icó.
MILHARES DE EMPREGOS EM IGUATU Nos últimos sete anos, ano a partir do qual o Caged dispôs de todos os dados dos municípios de Acopiara, Icó, Iguatu, Jaguaribe, Lavras da Mangabeira e Várzea Alegre, podemos iniciar esta avaliação na quantidade de empregos e qual o setor que "puxa" essa locomotiva da oportunidade.
Na tabela abaixo, se observa que entre 2006 e 2012, dos 7.402 novos empregos criados nestes municípios,   4.947 foram em Iguatu, ou seja, mais da metade deles foi concentrado na terra da telha. Vale destacar os setores do Comércio e Serviços o grande responsável pela geração de emprego e renda. Eles geraram, respectivamente, 1.217 e 298 empregos nos últimos dois anos. A tabela abaixo exemplifica.
O CASO JAGUARIBANO E o que explica Jaguaribe está entre os principais geradores de emprego? Se observarmos o histórico de geração naquele município, veremos a abertura de vagas ainda de forma insipiente entre 2006 e 2009. A partir de 2010, quando o território jaguaribano ultrapassa o Icó, a localidade se consolida como a segunda geradora de empregos.
Neste caso específico, a Indústria se tornou a locomotiva jaguaribana. 297 vagas foram abertas entre 2010 e 2012. Nestes anos, ainda contribuíram com a geração de empregos o Comércio [+ 112] e a Construção Civil [+ 78]. Vale destacar que o Distrito Industrial de Jaguaribe ainda está em implantação e trata-se de uma ação a médio e longo prazo, que irá gerar ainda mais empregos e renda no município.
Outro ponto a se lembrar é que Jaguaribe faz parte do projeto "Cidades do Ceará", do Governo do Ceará, que está em curso e que se faz presente ainda em dois pontos, o "Cariri Central" e "Vale do Jaguaribe/ "Vale do Acaraú", este último o que o município jaguaribano está inserido. Neste caso, a ação pretende investir US$ 106,6 milhões em cinco anos, sendo Banco 62,4% recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID] e 37,6% do Governo do Estado.
Pretende-se, segundo a ideia, "combater a pobreza do Estado e reduzir o desequilíbrio socioeconômico entre a Região Metropolitana de Fortaleza e o Interior, o Governo do Estado do Ceará elegeu o desenvolvimento regional como uma das prioridades do novo modelo atualmente em curso, cujas idéias-força são: Sociedade Justa e Solidária, Economia para uma Vida Melhor e Gestão Ética, Eficiente e Participativa". Jaguaribe é um dos municípios-polo a receber mais recursos do Governo do Estado.
E O ICÓ? Com a ausência de políticas de atração de indústrias e o Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos [PILC], o Município não potencializa ainda seu poder turístico, o que inviabiliza uma maior geração de emprego e de renda à população, que poderia diminuir a desigualdade presente na cidade.
Um exemplo do desafio para as próximas gestões municipais em tirar a população de Icó do abismo foi confirmado em um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará [IPECE], órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão [SEPLAG] do Governo do Estado.
Com dados de 2010, apontava-se que o Icó era o quarto município do Ceará, em percentual [27,09%] em população em extrema pobreza e o primeiro em quantidade, 17.731 miseráveis. Para pessoas neste estado econômico, o emprego é mais do que renda. É, principalmente, dignidade.
Postado porYuri Guedes ás 07:30. Tags , ,

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